Moçambique: pandemia em expansão e ciclone Eloíse

Moçambique: pandemia em expansão e ciclone Eloíse


Moçambique vive dias difíceis com Covid 19 a expandir-se e ciclone Eloise

Os números não param de aumentar. Registam-se já 22.996 casos positivos, dos quais 22.680 são de transmissão local e 316 são importados 

Em Maputo (capital) é onde se encontra o maior foco, no entanto, com as férias grandes escolares, muitos dos seus habitantes deslocam-se a zonas balneares do restante país, espalhando assim a doença a outras pessoas mais desfavorecidas. O governo não toma medidas relativamente a concentração de pessoas em praias, cafés e bares.


Para piorar a situação, não estando em aulas, os cuidados necessários, como usar máscara ou desinfetante, já não estão a ser cumpridos. Em algumas zonas do país acredita-se mesmo que o coronavírus já não existe, daí andarem sem máscara.


Consequentemente muitos moçambicanos estão a perder postos de trabalho quando, infetados, necessitam de cumprir isolamento social e acabam por ser dispensados. Por outro lado, há obras paralisadas, e os bens essenciais escasseiam, principalmente nas zonas rurais, e por isso muita gente está a migrar para as cidades e vilas, onde os focos são maiores.


Com a agravante de tudo isto, esta semana, as províncias da Beira, Sofala e Inhambane, estão a ser fustigadas pelo ciclone Eloíse, com fortes ventos, chuvas torrenciais e riscos de inundações. Ainda estavam a recuperar estruturas que o ciclone Idaí levou em 2019, quando isto acontece!


A missão dos missionários da Consolata em Nova Mambone, de onde muitos estudantes apadrinhados são naturais, está neste momento a acolher pessoas que ficaram sem casa. As grandes salinas desta missão ficaram, também, parcialmente destruídas. Mais uma vez, todos terão de unir forças para a reconstrução das suas casas!
É neste clima de insegurança e incerteza que, neste momento, os nossos estudantes estão a viver!


Em breve publicaremos a situação na Guiné-Bissau.


Equipa Estuda Lá

 

 

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